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Artigos para uma higiene pessoal mais sustentável

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Depois da cozinha, é na casa de banho que a produção de lixo é mais elevada.  Ao fazer uma análise cuidadosa a este espaço, pode-se encontrar imensas embalagens de produtos variados. A maior parte destas embalagens é feita de plástico e uma grande parte deste material não pode ser reciclado, ou é de difícil reciclagem. Estas embalagens são a fonte de baldes (do lixo) cheios de resíduos, que na maior parte das vezes vão parar a aterros, quando não acondicionada correctamente. Para além do lixo produzido, a maior parte dos produtos convencionais usados na higiene pessoal diária, está carregada de químicos que em nada são saudáveis ou amigos do ambiente.  No site américano  ewg.org , pode-se encontrar uma lista das substâncias que fazem parte das fórmulas dos cremes anti-rugas "milagrosos" (e outros) que usamos todos os dias. Pode-se constatar que a maioria desses produtos são tudo menos milagrosos e que têm muitas desvantagens, apesar da comodidade que oferecem....

O meu primeiro Composto

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Para quem reside num dos seguintes concelhos, Câmara de Lobos, Machico, Porto Santo, Ribeira Brava e Santana, e é cliente da Águas e Resíduos da Madeira, ARM, a empresa está a facultar, gratuitamente, um kit para que os consumidores possam fazer a compostagem doméstica.  O pedido para um kit é extremamente fácil e apenas carece de uma inscrição através do  site  da empresa.  Os requisitos são mínimos: ter um terreno, jardim ou horta, para que posteriormente, o resultado de algum trabalho, seja devolvido à terra.  Visto a compostagem ser um pilar importante quando se quer reduzir a pegada ecológica e seguir um estilo de vida zero waste, fiz, assim que soube desta campanha, o meu pedido.  Passado pouco tempo fui contactada pela ARM e atribuíram-me um balde grande, onde coloco a matéria orgânica, um balde pequeno (que mantenho na minha cozinha e onde vou depositando as cascas de fruta e de legumes e os restos da comida que não consumo, etc.) e uma...

Snacks sem desperdício, para um dia de chuva

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Existem muitas receitas que gosto de fazer e comer, mas que a sua confecção acarreta a produção de lixo, infelizmente. Uns biscoitos com manteiga, açúcar e farinha convencionais  são, na nossa Ilha, ainda impossíveis de serem feitos, pois não consigo encontrar estes ingredientes à venda a granel, ainda! Assim sendo, e tendo em vista também a experimentação de novos ingredientes, encontrei uma receita online que me permite comprar todos os ingredientes, com a exceção de um, a granel.  Naqueles dias de chuva, em que só me apetece comer uns docinhos para entreter a alma e o estômago, faço estas bolinhas, que apesar de não serem 100% saudáveis, são mais indicadas para quem quer manter uma alimentação equilibrada, visto não terem glúten nem açúcar processado.  Esta receita é uma adaptação da que encontrei no site  86 lemons .  Aqui fica a minha versão: Ingredientes:  1 chávena de sementes de girassol  Meia chávena de passas Meia...

Plasticus Fantasticus?

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O plástico é um material fantástico.  Podemos moldá-lo e trabalhá-lo de tantas formas que é quase impossível olharmos à nossa volta e não encontrar algo feito com este material. Este pode ainda ser muito duradouro, dependendo da sua composição.  Vamos ao supermercado e a maioria dos produtos é acondicionado com este tipo de material, a indústria automóvel, da construção, de mobiliário, de vestuário, etc., utiliza o plástico como material primário ou acessório para produzir os seus produtos.  E de que é feito o plástico afinal? O plástico é composto de diferentes polímeros, derivados do petróleo, na sua maioria.  Mas será assim o plástico tão fantástico?  Como podemos constatar pelas inúmeras notícias e artigos que têm sido divulgados, o plástico é um material altamente poluente, quer pelo seu fabrico (relembro que a sua maioria é derivada do petróleo), quer pela maneira como o usamos e depois tratamos (o fim que lhe damos).  Dizem os es...

Um prato de cada vez - desperdício zero na hora de lavar a loiça

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Ter uma rotina em que não produzimos lixo, ou em que produzimos uma quantidade mínima, não é fácil. Mas, existem sempre opções mais ecológicas a que podemos recorrer na hora de fazer a limpeza das nossas casas. Hoje, venho falar-vos sobre a minha nova rotina na lavagem da loiça. Como o meu principal objectivo é diminuir o uso de plástico, comecei a procurar alternativas ao típico detergente manual de loiça e às esponjas tradicionais e cheias de desvantagens.  O detergente de loiça, das marcas convencionais, está carregado de químicos que podem causar, desde irritações cutâneas até à poluição dos mares e dos canais de água. Estes produtos contêm, na sua maioria, Sodium Laureth Sulfate que é um químico que faz com que estes detergentes produzam espuma. Estes tipos de componentes são potencialmente tóxicos para os organismos aquáticos. Para além de colocarmos a nossa saúde em risco cada vez que lavamos a loiça, estes detergentes são acondicionados em embalagens plásticas, o...

Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje

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Que levante o braço quem tem aquela cadeira, banco ou móvel no quarto, ou em outra divisão da casa, que vai sendo preenchido/ carregado/ atulhado de coisas. A maior parte das pessoas que conheço tem este costume: arranjamos um espaço para as coisas que não conseguimos lidar neste momento (dizemos para nós mesmos que será temporário), até termos tempo, vontade, paciência, etc. para lhe darmos um destino.  O grande problema é o seguinte: adiamos esta tarefa por longos períodos de tempo e consequentemente vamos acumulando objectos que nunca iremos usar e tarefas que seriam menos penosas de realizar, se as fizéssemos assim que nos aparecem à frente.  Um exemplo muito comum, e que acontece comigo frequentemente: chego ao fim de um dia  cansativo e substituo a roupa que usei pelo pijama ou algo mais confortável. Pego na roupa que usei nesse dia e, quanto muito, coloco-a no cesto para ser lavada. O resto da roupa, que ainda pode ser usada, tem como destino a cadeira...

Estimei esta loja

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Sempre usei roupa que já tinha sido usada por outras pessoas. Quando não existiam lojas de roupa a cada esquina, nem centros comerciais, a roupa era um bem essencial caro. Roupa nova era sinónimo de Natal, aniversário ou férias de Verão. Ou seja, duas ou três vezes por ano. O resto da roupa que usava, salvo algumas prendas, era "herdado" de primos e irmãos mais velhos ou trazido pelas tias que trabalhavam em casas de pessoas com algumas posses, e que, generosamente, ofereciam muita roupa que já não usavam, em excelentes condições.  Foi assim durante muito tempo. Hoje em dia por vezes ainda me oferecem roupa, e continuo a não ter problema nenhum em usá-la, mesmo que já tenha pertencido a outra pessoa. Talvez seja por isso que quando compro roupa, tento adquirir peças intemporais, que podem ser usadas em várias ocasiões e feitas com materiais que geralmente duram muito tempo. Voltando à questão da roupa usada, na minha estadia em Londres tive a oportunidade de po...