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Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje

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Que levante o braço quem tem aquela cadeira, banco ou móvel no quarto, ou em outra divisão da casa, que vai sendo preenchido/ carregado/ atulhado de coisas. A maior parte das pessoas que conheço tem este costume: arranjamos um espaço para as coisas que não conseguimos lidar neste momento (dizemos para nós mesmos que será temporário), até termos tempo, vontade, paciência, etc. para lhe darmos um destino.  O grande problema é o seguinte: adiamos esta tarefa por longos períodos de tempo e consequentemente vamos acumulando objectos que nunca iremos usar e tarefas que seriam menos penosas de realizar, se as fizéssemos assim que nos aparecem à frente.  Um exemplo muito comum, e que acontece comigo frequentemente: chego ao fim de um dia  cansativo e substituo a roupa que usei pelo pijama ou algo mais confortável. Pego na roupa que usei nesse dia e, quanto muito, coloco-a no cesto para ser lavada. O resto da roupa, que ainda pode ser usada, tem como destino a cadeira...

Estimei esta loja

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Sempre usei roupa que já tinha sido usada por outras pessoas. Quando não existiam lojas de roupa a cada esquina, nem centros comerciais, a roupa era um bem essencial caro. Roupa nova era sinónimo de Natal, aniversário ou férias de Verão. Ou seja, duas ou três vezes por ano. O resto da roupa que usava, salvo algumas prendas, era "herdado" de primos e irmãos mais velhos ou trazido pelas tias que trabalhavam em casas de pessoas com algumas posses, e que, generosamente, ofereciam muita roupa que já não usavam, em excelentes condições.  Foi assim durante muito tempo. Hoje em dia por vezes ainda me oferecem roupa, e continuo a não ter problema nenhum em usá-la, mesmo que já tenha pertencido a outra pessoa. Talvez seja por isso que quando compro roupa, tento adquirir peças intemporais, que podem ser usadas em várias ocasiões e feitas com materiais que geralmente duram muito tempo. Voltando à questão da roupa usada, na minha estadia em Londres tive a oportunidade de po...

Como eliminar da sua vida 150 objectos num mês (ou mais)

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Nesta época natalícia tão consumista e agitada, partilho convosco um pouco mais da minha caminhada no estilo de vida minimalista. O percurso pelo minimalismo é tudo menos fácil. São vários os entraves para que não façamos mudanças profundas na nossa vida. Algumas "desculpas" que posso usar por agora: estou a morar numa casa que não me pertence e por isso tenho que respeitar certos limites. Não posso simplesmente me desfazer de coisas que não são minhas; Tive que comprar algumas coisas que não tinha antes, e que eram essenciais para o quotidiano. Desculpas à parte, há sempre espaço, se houver vontade, de excluirmos da nossa vida items que não nos servem mais. No início do mês de Novembro, chegou um novo desafio "sugerido" na página do facebook dos "The Minimalists" (consultar  aqui ). O desafio consistia no seguinte: em todos os dias do mês, deitar no lixo (reciclar de preferência), doar ou vender objectos. O número de objectos é que torna es...

Minimalismo - o início de uma jornada

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Liliana Sousa, Lisboa, 2013  Mencionei no primeiro post deste blog que vivi num espaço muito pequeno durante algum tempo. Esta experiência fez com que percebesse que não precisava de tanta coisa para poder viver o meu quotidiano de uma forma confortável. Um par de botas e dois casacos impermeáveis (porque em Londres chove muito e andar sempre de guarda-chuva é uma chatice) eram indispensáveis. Mais alguns artigos de vestuário, e não precisava de possuir as últimas tendências da moda para fazer o que habitualmente fazia.  No dicionário, a definição de minimalismo é esta: "estilo ou atitude, que defende a maior simplicidade possível". Para mim este significado é muito completo e ao mesmo tempo, tão simplista. Digo ser simplista porque o minimalismo não engloba apenas a simplicidade. Considero completo, porque o minimalismo prevê eliminar tudo o que está a mais, para se ter uma vida mais simples! Complicado, não?  Não me lembro como o minimalismo (e tudo o que i...